terça-feira, 25 de novembro de 2008

Semana dos Povos Indígenas 2008


Entre os dias 15 e 19 de abril, ocorreu em São Luís a Semana dos Povos Indígenas no Maranhão 2008, promovida pela Secretaria de Estado da Cultura, através do Centro de Pesquisa de História Natural e Arqueologia do Maranhão, em parceria com outras secretarias de Estado, a Fundação Nacional do Índio e organizações indígenas e da sociedade civil no Maranhão. Durante a Semana ocorreram palestras e mesas redondas, onde foram apresentadas e debatidas as atuais condições de sobrevivência dos diferentes povos indígenas no Maranhão e as políticas públicas implementadas junto a esses povos, nos campos da saúde, educação, terras e meio ambiente, face aos problemas colocados pelo desenvolvimento. Tendo por referência, os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Semana dos Povos Indígenas no Maranhão 2008 focalizou os direitos étnicos desses povos no Brasil e, especialmente no Maranhão, dentre os quais o direito a viver de acordo com suas respectivas organizações sociais e os seus valores culturais. A Conferência de abertura da Semana foi proferida pelo antropólogo Mércio Pereira Gomes, professor da Universidade Federal Fluminense e ex-presidente da FUNAI, que destacou a importância dos povos indígenas na formação da identidade nacional e a necessidade do Estado e sociedade brasileira avançarem na garantia dos seus direitos constitucionais. A questão da diversidade cultural dos povos indígenas no Maranhão foi destacada nessa Semana, através de exposições fotográficas e de cultura material e de oficinas temáticas ministradas por representantes desses grupos abordando a mitologia, cantos, pinturas corporais e danças tradicionais dos Krikati, Apaniekrá e Ramkokamekra-Canela e dos Tenetehara-Guajajara. Um dos pontos altos da Semana ocorreu justamente durante a Oficina de Danças e Cantos Indígenas, onde essas etnias juntaram-se ao público presente, numa celebração à vida e à diversidade. Uma mostra de vídeos e filmes etnográficos ocorreu durante os dias do evento mobilizando, junto às outras atividades, um público formado em grande parte por alunos de escolas públicas e particulares, universitários, artistas e por outros segmentos locais. Ao final, os debates acalorados deram lugar a um clima de alegria e congraçamento entre os representantes indígenas e os demais participantes deixando a sensação de que as tensões e conflitos intersocietários podem ser contidos emergindo uma postura de tolerância e respeito mútuo. Basta que a o Estado e a sociedade brasileira se comprometam com os direitos constitucionais desses povos e avaliem positivamente a sua presença.
Foto: Corrida de Tora - Ramkokmekra-Canela, by Adalberto Rizzo

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